Em Sergipe, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) cerca de 164 mil domicílios apresentam renda insuficiente para consumir as três refeições básicas, como café da manhã, almoço e jantar, em contrapartida, 240 toneladas de alimentos são desperdiçadas por mês no Mercado Central de Aracaju. "Frutas, verduras e carnes que sobram no mercado são jogados no aterro sanitário do município de Rosário do Catetel", explica o gerente de limpeza Empresa Municipal de Serviços Urbanos Municipal (Emsurb), José Roberto Gomes.
Uma das razões do desperdício de alimentos, segundo o professor do Departamento Tecnologia de Alimentos, de Agricultura da Universidade Federal de Sergipe (UFS), João Antônio, são identificadas na falta de estrutura em toda a cadeia de produção deste mercado, em particular, uma grande falha na produção da agricultura familiar. “Não há uma orientação técnica do tempo certo da colheita, do material para transportar o alimento e tão pouco um armazenamento adequado até o local da venda”, detalha Antônio. Para ele o processo merece cuidado, e não sendo bem orientado só favorece o aumento do desperdício. “É muito comum chegar em uma feira e sentir que o tomate e a acerola, produtos mais sensíveis, já estão com o cheiro desagradável, ou seja, ninguém compra.”, observa o professor.













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