Médicos apontam que é um equívoco pensar que a
dificuldade para engravidar após a interrupção de muitos anos de uso das
pílulas anticoncepcionais tenha relação direta com o medicamento. O que
acontece é que, mesmo tomando o remédio, algumas mulheres já apresentam
de antemão fatores que levam à infertilidade, e só descobrem
quando param com a pílula para tentar engravidar. “O anticoncepcional
não prejudica a fertilidade, mas o tempo de vida da mulher agirá nas
funções reprodutivas, independente do uso ou não. O ‘fator idade’ é o
principal vilão”, explica a médica especialista em reprodução assistida
Thaís Domingues. O medicamento impede que os folículos ovarianos –
“bolsas” que armazenam as células reprodutivas femininas – se
desenvolvam e liberem o óvulo, impedindo a gravidez. Se a mulher parar
de usar o contraceptivo, ela voltará a ovular normalmente e estará
pronta para engravidar de novo. O anticoncepcional pode mascarar
problemas que levam à infertilidade como a menopausa precoce, fenômeno
que faz cessar a menstruação e as ovulações de mulheres com menos de 40
anos. A doença atinge de 1% a 3% do sexo feminino e reduz as chances de
gravidez a apenas 10%. “Nesses casos, o medicamento faz com que os
sintomas típicos da menopausa precoce se tornem praticamente
imperceptíveis à mulher e, portanto, quando tenta engravidar, a reserva
ovariana já está extremamente diminuída, limitando suas chances de ter
um óvulo de boa qualidade”, observa a médica.
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
9/18/2013 12:11:00 PM
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Anticoncepcionais podem mascarar menopausa precoce, alerta especialista
18 de Setembro de 2013













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