Investigada por suspeita de pirâmide financeira, a
empresa BBom foi alvo de uma nova medida judicial. De acordo o
Ministério Público Federal em Goiás(MPF-GO),
a companhia tentou desviar dinheiro para outra companhia “laranja”, mas
a ação foi impedida por uma liminar da Justiça. O
esquema, segundo o MPF, teria sido idealizado e executado pela
diretoria administrativa da Embrasystem, detentora do nome fantasia
BBom. A empresa “laranja” foi batizada como Webcard Administradora de
Cartões Ltda. e transferiu R$ 8,6 milhões para outra companhia, lícita,
que emitiria e administraria os pré-pagos “Cartões BBom”. Estes seriam
destinados a associados do grupo para o recebimento de rendimentos
obtidos com a adesão de novos integrantes. Ao
descobrir a transferência, o MPF entrou com um pedido de liminar para
que o dinheiro fosse bloqueado. O juiz federal Juliano Taveira Bernardes
aceitou a medida no último dia 10. Com isso, os R$ 8,6 milhões foram
depositados em uma conta judicial e somam-se aos outros bens da empresa que estão congelados. Essa é a segunda vez que a BBom é acusada de usar um “laranja” para tentar movimentar os bens. Em julho passado a empresa tentou sacar cerca de R$ 2,5 milhões, segundo o MPF.
De acordo com o órgão, o valor foi transferido para a conta bancária de
Cristina Dutra Bispo, esposa do diretor de marketing da companhia,
Ednaldo Alves Bispo. No entanto, uma ação judicial impediu o saque. Na ocasião, a BBom explicou que
o executivo Ednaldo Alves Bispo e sua esposa trabalham para a empresa e
“têm remuneração definida sob a forma de contrato de prestação de
serviços, com firma reconhecida desde o início das atividades”. Em
relação ao valor depositado na conta da mulher, a empresa garante que o
dinheiro “pertence ao casal, que possui conta corrente conjunta”.
sábado, 21 de setembro de 2013
9/21/2013 07:26:00 AM
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BBom desvia R$ 8,6 mi para empresa 'laranja' e valor é bloqueado, diz MPF
21 de Setembro de 2013













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