A
Polícia Técnico-Científica de São Paulo entregou à Polícia Civil o
laudo técnico sobre o caso da chacina da família Pesseghini. O
documento, de acordo com entrevista concedida pelo delegado Luiz
Maurício Blazeck, fortalece a suspeita de que Marcelo Pesseghini, de 13
anos, foi responsável pela morte de todos os seus familiares e se
suicidou horas após o crime. Em
entrevista concedida ao G1 nesta terça-feira (3), Blazeck afirmou que os
resultados do laudo "caminham na mesma direção" da apuração do
Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da cidade. "No
sentido geral, eles caminham para o mesmo norte, a mesma linha da
investigação. Agora temos de verificar os detalhes de cada um deles, se
necessário formar quesitos para alguma dúvida que possa ocorrer",
afirmou. Entenda como foi o crime, de acordo com o laudo
O
DHPP irá pedir à Justiça mais 30 dias para a conclusão do inquérito e
deverá convocar algumas testemunhas novamente para ajudar na
investigação. A polícia também aguarda o resultado da perícia
psiquiátrica de Marcelo Pesseghini para anexar ao inquérito. Peritos
e policiais civis se reuniram para debater os resultados dos laudos do
Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML), que
sugerem a ordem em que as mortes ocorreram. Segundo o estudo, a chacina e
o suícidio ocorreram entre 0h20 e 14h do dia 5 de agosto. De
acordo com os laudos, a primeira vítima foi o sargento das Rondas
Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), Luís Marcelo Pesseghini, de 40 anos.
Ele estava dormindo e foi morto com um único disparo na cabeça. Como o
sargento sofria com um problema de apnéia e roncava alto, sua esposa, a
cabo Andreia Bovo Pesseghini, 36, não dormia com ele. Apesar
disso, ela ouviu o disparo, acordou e foi até o cômodo para checar o
que aconteceu. Então, ela foi baleada pelas costas, na nuca, e morreu.
Em seguida, Marcelo teria ido até a residência de sua tia-avó e sua avó
materna. Esta última, Benedita de Oliveira Bovo, 67, estava dormindo e
foi morta com um tiro na cabeça. Em
seguida, Bernadete Oliveira da Silva, 55, sua tia-avó, despertou e foi
atingida por dois disparos. As duas vítimas estavam com perfurações na
cabeça. Depois de cometer os
crimes, Pesseghini teria pegado o carro da mãe e dirigido até o Colégio
Stella Rodrigues, onde chegou por volta das 1h. Ele então dormiu dentro
do veículo e aguardou o horário do início da aula. Na escola, ele
compartilhou com alguns colegas que havia matado seus familiares,
conforme o depoimento destas testemunhas.
Após
a aula, ele pegou carona com o pai de um amigo e se suicidou dentro de
casa, por volta das 14h. De acordo com os peritos, foram encontrados
fios de cabelos queimados próximos ao cano do revólver, o que atestam a
possibilidade de suicídio. O fato de Marcelo ter usado a mão esquerda
para se matar também corroboram esta tese: o menino era canhoto.













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