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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Na Austrália, Partido do Sexo prega mais liberdade sexual e menos religião

23 de Setembro de 2013
As eleições na Austrália terminaram com a vitória do conservador Partido Liberal sobre o Partido Trabalhista, que encerra seis anos de uma administração tumultuada em função das divisões internas, das trocas de primeiro-ministro e das acusações de não-cumprimento das promessas de campanha. Com o resultado, o ex-líder da oposição Tony Abbot assume o poder, para decepção do Partido do Sexo, um nanico que se destacou na campanha eleitoral por defender a liberdade sexual, o casamento gay, a legalização da maconha, o aborto e a eutanásia, entre outras medidas. "Abbott é um católico tradicional que vai adotar uma abordagem muito mais conservadora em relação às questões morais", lamenta a presidente do partido, Fiona Patten.Criado em 2009, o Partido do Sexo foi fundado com o objetivo de defender os direitos individuais. "Nós somos um partido civil libertário e nossas políticas vão muito além do sexo", explica a presidente da sigla. Fiona admite, no entanto, que a denominação da legenda é usada como uma forma de se destacar no cenário político australiano. “É certamente uma maneira de chamar a atenção e não tenho vergonha disso. Queremos acabar com o tabu em torno do sexo, para que as pessoas possam entender essa palavra com mais bom senso e sem medo”, declara.  
A decisão pelo nome da legenda se baseou em dois fatores principais: o apoio da indústria do sexo e o tratamento das questões de sexualidade na Austrália. “Quando começamos, havia muitos problemas relacionados ao sexo e à sexualidade, como casamento gay, educação sexual, censura de produtos/serviços para adultos, discriminação sexual e abuso sexual na igreja. Os outros partidos não pareciam preocupados com isso; então, fez sentido para nós escolhermos essa denominação”, esclarece a presidente.
 Fiona concorda que a indústria do sexo embasou a criação da legenda, mas ressalta: “nascemos de uma associação de pequenas empresas, não de uma organização ativista, mas não estamos aqui para proteger os interesses de um grupo. Muitos dos nossos apoiadores vêm da indústria de adultos, mas não vejo diferença entre defendermos os interesses deles ou dos salões de beleza ou pet shops”, enfatiza.Terra


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