A Polícia Federal (PF)
desarticulou nesta quinta-feira uma organização criminosa que traficava
mulheres brasileiras para Angola para como prostitutas para clientes da
elite do país africano, informaram fontes oficiais. As mulheres eram
recrutadas em casas noturnas de São Paulo com ofertas para receber até
US$ 10 mil para trabalhar como prostitutas por uma semana em Angola,
segundo um comunicado da PF. "Brasileiras do meio artístico receberam
até U$ 100 mil para se relacionar sexualmente com um rico empresário e
ex-parlamentar de Angola", acrescenta a nota. Os responsáveis pela
investigação calculam que o grupo mobilizou cerca de US$ 45 milhões com o
tráfico internacional de mulheres nos últimos seis anos. A quadrilha
foi desarticulada nesta quinta-feira mediante uma operação da Polícia
Federal que permitiu a detenção de 5 pessoas no Brasil e a apreensão de
documentos e possíveis provas em residências e escritórios nas cidades
de São Paulo, São Bernardo do Campo, Cotia e Guarulhos. Além das ordens
de detenção no Brasil, o julgado federal de São Paulo responsável pelo
caso pediu a detenção de dois estrangeiros que residem no exterior e
cujos nomes foram incluídos na lista de pessoas procuradas no mundo todo
pela Interpol.
Segundo a PF, há
"fortes indícios" de que algumas das vítimas eram privadas
temporariamente de sua liberdade em Angola e obrigadas a manter relações
sexuais sem preservativo com clientes selecionados. Os membros do grupo
criminoso ofereciam às vítimas um falso coquetel de remédios que
supostamente as protegeria da transmissão do vírus da aids. A Polícia
Federal informou que as pessoas detidas serão formalmente acusadas dos
crimes de participação em organização criminosa, tráfico internacional
de pessoas, favorecimento à prostituição, cafetinagem, estelionato,
cárcere privado e perigo para a vida ou para saúde de outrem. Caso sejam
condenadas por todos os crimes, os acusados podem pegar penas de 31
anos de prisão, cada.













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