Você se senta em frente ao volante, tecla um endereço
no painel e pronto: sozinho, o carro cuida do resto. Acelera, freia,
para nos sinais, ultrapassa, encara rodovias, contorna rotatórias e
chega sem sustos ao destino. O “motorista” vira passageiro". Automóveis
assim deverão estar nas lojas até o fim da década - afirmou Dieter
Zetsche, presidente da Daimler AG, logo após deixar o banco do carona de
um Mercedes-Benz S500 que rodou sem motorista até o meio do estande da
marca no Salão de Frankfurt. Audi, Nissan e BMW também trabalham para pôr carros autônomos nas concessionárias em 2020. Engenheiros
alemães têm mania de perfeição e, por mais que tentem fazer carros à
prova de acidentes, ainda esbarram no fator humano. A solução? Deixar
que as máquinas estejam no controle a maior parte do tempo. -
O humano não é atento o suficiente para todas as situações. O carro
autônomo é um passo adiante - afirma Ralf Herrtwich, diretor de pesquisa
e engenharia avançada da Mercedes. Além
de evitar acidentes, os carros robôs reduziriam congestionamentos,
melhorando o fluxo do trânsito e mantendo menores distâncias entre um
veículo e outro. Já são comuns em
carros europeus pilotos automáticos que usam radares para manter a
velocidade escolhida e reduzir sozinhos quando encontram obstáculos à
frente. Há também freios automáticos que evitam atropelamentos e
colisões, câmeras que leem placas de trânsito e faixas na pista, além de
dispositivos que corrigem levemente a direção nas curvas. Sistemas
que “fazem baliza” sem que o motorista toque o volante já estão se
tornando comuns em carros na faixa dos R$ 100 mil. E, claro, tem o GPS.
O
pulo do gato da Mercedes foi reunir toda essa tecnologia já disponível
em carros como o Classe S e fazer os dispositivos conversarem entre si.
A Nissan, porém, planeja vender carros autônomos com “preços realistas” a seus clientes já em 2020, como anunciou em agosto. Para tanto, constrói uma pista de testes no Japão e trabalha com universidades de ponta dos EUA, como Harvard, Stanford e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts.
A Volvo e a Audi apresentaram este ano os protótipos de carros que estacionam sozinhos e, a um comando de um aplicativo de smartphone, voltam ao “ponto de encontro”, onde o dono o espera.
Os dois aplicativos funcionam de maneira semelhante: o motorista sai do carro, pega o celular, dá a ordem para o veículo estacionar e pode esquecer do carro. Na hora de ir embora, dá outros cliques no telefone e o carro volta sozinho.
Os dois protótipos, contudo, dependem da estrutura do estacionamento. O da Audi precisa de uma rede de internet no local. Na apresentação de um A7 equipado com o sistema, a empresa instalou wi-fi e sensores a laser na garagem.
Já o “manobrista robô” da Volvo depende de transmissores na estrutura da garagem, e usa sensores para a navegação.
O Google, que testa seus carros autônomos em vias públicas desde 2010, pretende criar uma frota de táxis que dispensam motorista. Para o gigante das buscas na internet, táxis robôs diminuiriam a necessidade de ser ter carro próprio.
Até agora, os protótipos sem motorista do Google se envolveram em apenas dois acidentes: em um, o carro robô foi atingido por trás quando estava parado em um sinal fechado. O outro aconteceu quando o veículo era dirigido por um motorista de verdade.
A Nissan, porém, planeja vender carros autônomos com “preços realistas” a seus clientes já em 2020, como anunciou em agosto. Para tanto, constrói uma pista de testes no Japão e trabalha com universidades de ponta dos EUA, como Harvard, Stanford e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts.
A Volvo e a Audi apresentaram este ano os protótipos de carros que estacionam sozinhos e, a um comando de um aplicativo de smartphone, voltam ao “ponto de encontro”, onde o dono o espera.
Os dois aplicativos funcionam de maneira semelhante: o motorista sai do carro, pega o celular, dá a ordem para o veículo estacionar e pode esquecer do carro. Na hora de ir embora, dá outros cliques no telefone e o carro volta sozinho.
Os dois protótipos, contudo, dependem da estrutura do estacionamento. O da Audi precisa de uma rede de internet no local. Na apresentação de um A7 equipado com o sistema, a empresa instalou wi-fi e sensores a laser na garagem.
Já o “manobrista robô” da Volvo depende de transmissores na estrutura da garagem, e usa sensores para a navegação.
O Google, que testa seus carros autônomos em vias públicas desde 2010, pretende criar uma frota de táxis que dispensam motorista. Para o gigante das buscas na internet, táxis robôs diminuiriam a necessidade de ser ter carro próprio.
Até agora, os protótipos sem motorista do Google se envolveram em apenas dois acidentes: em um, o carro robô foi atingido por trás quando estava parado em um sinal fechado. O outro aconteceu quando o veículo era dirigido por um motorista de verdade.













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