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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Dilma deve mudar pelo menos um terço do ministério até janeiro

14 de Novembro de 2013  Postado por: jrnewsbahia 

Por motivos eleitorais, a presidente Dilma Rousseff deve fazer entre dezembro e janeiro mudanças em pelo menos um terço do seu ministério, promovendo técnicos em algumas pastas e acatando indicações políticas de aliados em outras. Não há previsão, porém, de mudanças no núcleo econômico do governo. A presidente, que confirmou nesta semana que fará substituições na equipe até o fim do ano, tem tratado do tema com extrema discrição e mesmo os assessores mais próximos não arriscam apontar com certeza quem comandará os 39 ministérios em 2014. Muitos ministros deixarão seus cargos para disputar as eleições no próximo ano e a presidente não pretende esperar o prazo final para as desincompatibilizações -- seis meses antes das eleições -- para fazer a reforma ministerial. Uma das fontes do governo consultadas pela Reuters afirmou que haverá pelo menos 13 mudanças, considerando os ministros que sairão do governo e os que migrarão para outras pastas. Segundo essa fonte, que falou sob condição de anonimato, Dilma usará a reforma para amarrar aliados ao seu projeto de reeleição, mas não quer nomear novos ministros apenas para facilitar a montagem de palanques estaduais. "Tem que tomar cuidado para não misturar as frequências", afirmou essa fonte. Novos aliados, como o recém-criado Partido Republicano da Ordem Social (Pros), e partidos que já estão no ministério mas reivindicam mais pastas ou cargos de maior visibilidade, como PP e PR, são os mais interessados em vincular as negociações eleitorais à reforma ministerial. Os ministros da Saúde, Alexandre Padilha (PT), e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel (PT), tendem a ser substituídos por integrantes de escalões inferiores. Para o lugar de Pimentel, que provavelmente disputará o governo de Minas Gerais, deve ser indicado o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Mauro Borges. Para o cargo de Padilha, que deve disputar o governo de São Paulo, pode assumir o secretário de Gestão do Trabalho e Educação, Mozart Sales, que teve papel-chave na elaboração do programa Mais Médicos. No caso do MDIC, há ainda a possibilidade de que Josué Gomes da Silva, filho do ex-vice-presidente José Alencar, assuma a pasta, dependendo da configuração da chapa entre PT e PMDB que disputará o governo mineiro. Apenas no caso de Padilha e Pimentel há alguma possibilidade de que a troca não ocorra até janeiro, segundo uma outra fonte do Executivo. Os dois não têm mandatos parlamentares e teriam que passar todo período pré-eleitoral sem o destaque que os cargos lhes conferem. A mudança mais aguardada na Esplanada dos Ministérios, porém, ocorrerá na Casa Civil. A ministra Gleisi Hoffmann (PT) retomará seu mandato de senadora e provavelmente disputará o governo do Paraná. Três nomes vêm sendo ventilados entre os assessores presidenciais para a pasta, uma das mais cobiçadas do governo: Aloizio Mercadante, atual ministro da Educação; Miriam Belchior, ministra do Planejamento; e o secretário-executivo da Previdência, Carlos Eduardo Gabas. Mercadante é o nome mais forte neste momento, segundo uma das fontes do governo. Mas sua indicação depende do papel que exercerá no núcleo de campanha de reeleição de Dilma. (Terra)

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