Por motivos eleitorais, a presidente Dilma
Rousseff deve fazer entre dezembro e janeiro mudanças em pelo menos um
terço do seu ministério, promovendo técnicos em algumas pastas e
acatando indicações políticas de aliados em outras. Não há previsão,
porém, de mudanças no núcleo econômico do governo. A
presidente, que confirmou nesta semana que fará substituições na equipe
até o fim do ano, tem tratado do tema com extrema discrição e mesmo os
assessores mais próximos não arriscam apontar com certeza quem comandará
os 39 ministérios em 2014. Muitos
ministros deixarão seus cargos para disputar as eleições no próximo ano
e a presidente não pretende esperar o prazo final para as
desincompatibilizações -- seis meses antes das eleições -- para fazer a
reforma ministerial. Uma das
fontes do governo consultadas pela Reuters afirmou que haverá pelo menos
13 mudanças, considerando os ministros que sairão do governo e os que
migrarão para outras pastas. Segundo
essa fonte, que falou sob condição de anonimato, Dilma usará a reforma
para amarrar aliados ao seu projeto de reeleição, mas não quer nomear
novos ministros apenas para facilitar a montagem de palanques estaduais. "Tem que tomar cuidado para não misturar as frequências", afirmou essa fonte. Novos
aliados, como o recém-criado Partido Republicano da Ordem Social
(Pros), e partidos que já estão no ministério mas reivindicam mais
pastas ou cargos de maior visibilidade, como PP e PR, são os mais
interessados em vincular as negociações eleitorais à reforma
ministerial. Os ministros da
Saúde, Alexandre Padilha (PT), e do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel (PT), tendem a ser
substituídos por integrantes de escalões inferiores. Para
o lugar de Pimentel, que provavelmente disputará o governo de Minas
Gerais, deve ser indicado o presidente da Agência Brasileira de
Desenvolvimento Industrial (ABDI), Mauro Borges. Para o cargo de
Padilha, que deve disputar o governo de São Paulo, pode assumir o
secretário de Gestão do Trabalho e Educação, Mozart Sales, que teve
papel-chave na elaboração do programa Mais Médicos. No
caso do MDIC, há ainda a possibilidade de que Josué Gomes da Silva,
filho do ex-vice-presidente José Alencar, assuma a pasta, dependendo da
configuração da chapa entre PT e PMDB que disputará o governo mineiro. Apenas
no caso de Padilha e Pimentel há alguma possibilidade de que a troca
não ocorra até janeiro, segundo uma outra fonte do Executivo. Os dois
não têm mandatos parlamentares e teriam que passar todo período
pré-eleitoral sem o destaque que os cargos lhes conferem. A
mudança mais aguardada na Esplanada dos Ministérios, porém, ocorrerá na
Casa Civil. A ministra Gleisi Hoffmann (PT) retomará seu mandato de
senadora e provavelmente disputará o governo do Paraná. Três
nomes vêm sendo ventilados entre os assessores presidenciais para a
pasta, uma das mais cobiçadas do governo: Aloizio Mercadante, atual
ministro da Educação; Miriam Belchior, ministra do Planejamento; e o
secretário-executivo da Previdência, Carlos Eduardo Gabas. Mercadante
é o nome mais forte neste momento, segundo uma das fontes do governo.
Mas sua indicação depende do papel que exercerá no núcleo de campanha de
reeleição de Dilma. (Terra)
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
11/14/2013 04:45:00 PM
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Dilma deve mudar pelo menos um terço do ministério até janeiro
14 de Novembro de 2013 Postado por: jrnewsbahia













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