O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) confirmou o que os movimentos negros já gritavam para a sociedade em relação à desigualdade nomercado de trabalho.
De acordo com a pesquisa divulgada pela instituição, o salário médio
dos negros chega a ser 36,1% a menos do que os trabalhadores não negros.
Para o coordenador nacional da União dos Negros pela Igualdade
(Unegro), Gerônimo Silva, “é comum aparecerem pesquisas na semana da
consciência negra que provam o que os movimentos negros vêm falando.
Existe um apartheid social e um sofrimento pós-escravidão que precisa
acabar”. O secretário estadual da
Promoção da Igualdade Racial, Elias Sampaio, também compartilha da
opinião de que a pesquisa apenas mostra aquilo que “o Movimento Negro, e
nós que militamos no campo institucional de combate ao racismo, há
muitos anos temos apontado para a sociedade e para os governos”,
defende. Para ele, dados como estes são mais umaprova de
que existe racismo no Brasil, “que ele opera em diversas esferas, tanto
na sociedade, como em empresas e instituições e que deve ser observado
como elemento a ser superado quando falamos de democracia e
desenvolvimento”.Em Salvador, a
pesquisa revelou que historicamente o rendimento médio real da população
negra sempre foi inferior ao da não-negra. Nos anos de 2010 e,
especialmente, 2011, os ganhos de rendimentos dos negros foram
superiores aos dos não- negros, reduzindo o diferencial entre eles. Em
2012, o rendimento médio real dos ocupados negros diminuiu (3,2%),
enquanto o dos não-negros permaneceu relativamente estável (-0,1%). Os
valores desses rendimentos passaram, entre 2011 e 2012, de R$ 1.077 a R$
1.043, e de R$ 1.727 para R$ 1.726,00, respectivamente. Os homens
negros registraram a maior perda de rendimento (de R$ 1.230 para R$
1.179) no período analisado (Tabela 6).
Em contrapartida, o secretário lembra que o Sebrae divulgou pesquisa no final de outubro, com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). Os dados mostram que quase metade (49%) das micro e pequenas empresas brasileiras são comandadas por empreendedores negros. “Existe um maior número de negros que podem não estar ocupando altos cargos, mas se tornaram micro e pequenos empreendedores, por exemplo”, ressalta Elias Sampaio.
Em contrapartida, o secretário lembra que o Sebrae divulgou pesquisa no final de outubro, com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). Os dados mostram que quase metade (49%) das micro e pequenas empresas brasileiras são comandadas por empreendedores negros. “Existe um maior número de negros que podem não estar ocupando altos cargos, mas se tornaram micro e pequenos empreendedores, por exemplo”, ressalta Elias Sampaio.













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