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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Brasil quer vender de café a vinho para a China

02  de  Janeiro  de  2014    Postado  por:  jrnewsbahia: 

O interesse da China pelo Brasil é recíproco. Na semana passada, a senadora Kátia Abreu, presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), estava na China pela quinta vez nos últimos dois anos. Dessa vez, acompanhando representantes de uma churrascaria brasileira, que deseja implantar uma rede de restaurantes na China. A intenção é que ela seja ponta de lança para a marca Brasil. A carne brasileira foi embargada pela China em 2005, por causa da febre aftosa, liberada, e bloqueada de novo este ano, em razão do mal da vaca louca no Estado do Paraná. “Um dos objetivos do governo chinês é ampliar fortemente a classe média e o consumo das famílias”, disse a senadora, de Pequim, onde a CNA abriu escritório. “Isto terá muitas consequências e uma delas é o aumento do consumo de proteína animal e especialmente bovina. Queremos estar preparados para atender esse mercado.” A rede de churrascarias poderá contar com financiamento do BNDES e “total apoio do governo”, assegurou Kátia. “Com isto, esperamos que o embargo à carne brasileira possa ser suspenso antes da ida do presidente Xi Jinping ao Brasil, em março ou abril’, continuou a senadora. Hoje, apenas 8 frigoríficos de carne bovina, 8 de suína e 24 de aves estão habilitados pelas autoridades sanitárias chinesas. “Temos em torno de 200 que poderiam tranquilamente exportar para a China.” Jean Carlo Cury Manfredini, coordenador-geral de Acordos Bilaterais e Regionais do Ministério da Agricultura, informou que o Brasil está terminando de responder um questionário sobre o mal da vaca louca, enviado pelas autoridades chinesas. Com relação às aves, não há restrições, mas “o processo de habilitação é moroso”. (Estadão)



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