Uma conversa na rede social Facebook, que envolveu o professor do Instituto de Matemática da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Raymundo Torres, e o escritor Hugo Porto, gerou mais polêmica sobre a questão da homossexualidade e a exposição do tema na mídia, com acusações de homofobia contra o docente. Este ressalta que teria sido agredido por Hugo Porto. No diálogo registrado no último sábado, 25, o professor Raymundo Torres afirma: "Sou da linhagem masculina e não tenho filho bicha, portanto, a temática do zoo não me interessa" e "sou contra promoção da homossexualidade em meios abertos, acessíveis a menores". As frases foram selecionadas por Hugo Porto e postas no Facebook. Segundo Hugo Porto, a conversa envolvia outras quatro pessoas e versava sobre a apresentação da homossexualidade em novelas. "Se ele é contrário, é um direito que compete a ele. Mas ele foi extremamente agressivo", reclamou o escritor, que declarou ser gay e que foi aluno de Torres na Unifacs. O escritor perguntou, então, sobre a apontada promoção da homossexualidade, ao que o professor respondeu: "Não é válida para bichas". Hugo Porto disse que moverá ação judicial contra Torres.
Professor
Também na página dele no Facebook, o professor Torres assume o teor das declarações, reforçando ser contrário à exposição de crianças a assuntos referentes à homossexualidade. Ele alega que crianças não teriam maturidade para isso: "Não sou contra que tratem isso em horário adequado ou em publicações especializadas".
Por telefone, o professor disse que ainda defende outros dois princípios. "Opção sexual é algo pessoal e deve ser apresentada sem estardalhaços. Segundo: acho que ninguém deve ser discriminado por isso, mas entendo que as pessoas têm o direito de buscar os semelhantes", aponta.
O professor diz, ainda, que as respostas a Hugo Porto teriam ocorrido após agressões prévias. "Ele disse que minhas opiniões eram de um homem senil. Se ele me processar porque acha que fui homofóbico, eu me defenderei apresentando o Estatuto do Idoso. Eu tenho 69 anos e estou prestes a me aposentar após 45 anos em sala de aula", contra-ataca Torres.
O professor argumenta que não se dirigiu a todas as pessoas que estavam na conversa (20 pessoas, segundo ele), mas "exclusivamente" ao escritor Hugo Porto.
O Grupo Gay das Residências (GGR), da Ufba, emitiu nota em que pede posicionamento da reitoria da instituição. Por meio da assessoria de comunicação, a Reitoria da Ufba informou que não se pronunciaria, alegando que a conversa se deu em ambiente virtual, não em sala de aula. ATarde













0 comentários:
Postar um comentário