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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Seis dos 135 aprovados para delegado federal são do estado da Bahia

30   de  Janeiro  de  2014    Postado  por:  jrnewsbahia:
Uma mistura de atleta olímpico com nerd apaixonado pelos livros. É basicamente isso o que é preciso ser para passar no concurso de delegado da Polícia Federal (PF). Com mais de 46 mil inscritos e 20 mil aprovados na primeira fase, seis baianos figuram entre os 135 brasileiros convocados para chefiar delegacias federais nos rincões do Brasil, ganhando um salário inicial que passa dos R$ 15 mil. Mas nem tudo é perfeito: a lotação inicial dos delegados federais é quase sempre em locais inóspitos, pouco povoados ou mal estruturados, no extremo norte, sul ou centro do país. “O edital já menciona que será em locais como o Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima, em estados da região Sul que fazem fronteira com outros países, ou em cidades pequenas do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul”, diz Anderson Alves Dias, 35 anos. Ele atualmente é agente federal e trabalha na fiscalização de imigração do aeroporto de Salvador. Mas nenhuma das confusões com que se depara hoje – tentativa de invasão do pátio por viajantes que brigam com a companhia aérea, por exemplo – se compara com o que vai encontrar no novo emprego. “A depender do local onde eu vá ficar, vai haver ocorrência de contrabando, tráfico de drogas, mercadorias ilegais... No Norte, por exemplo, é comum tratar de problemas envolvendo invasão de propriedades e questões com indígenas”, descreveu. Ele é noivo e adiou o casamento para passar pelo treinamento em Brasília. A partir de segunda-feira, a capital federal será palco de uma etapa complicada - apesar de não-eliminatória - para os aprovados. Serão quatro meses e meio em regime de semi-internato (com folgas apenas aos sábados à noite e aos domingos) na Academia Nacional de Polícia (ANP). Lá, os novos delegados serão preparados para o cargo por meio de provas físicas e testes de conhecimentos. Todos já estão a caminho ou de malas prontas para viajar a Brasília. O treinamento na academia não é desconhecido para Anderson. Como agente federal, ele passou um tempo por lá. Apesar disso, tem certeza de que não será nada fácil. “Quando se trata da preparação de delegados, o esquema é mais puxado. Você sai de uma aula teórica para fazer atividade física em seguida. A rotina é bem cansativa. No fim de semana, você quer descansar, mas tem que estudar, porque tem as avaliações”, explica.(Correio)

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