19 de Fevereiro de 2014 Postado por: jrnewsbahia:
Pelo menos 25 pessoas morreram no centro de Kiev, capital da Ucrânia, após confrontos entre manifestantes antigoverno e as forças de segurança, informaram o Ministério do Interior e da Saúde da Ucrânia, na manhã desta quarta-feira (19). Outras 241 pessoas foram hospitalizadas, entre elas 79 policiais e cinco jornalistas. Os enfrentamentos continuaram ao longo da madrugada desta terça (18) na Praça da Independência (Maidan), que segue cercada pela polícia. Os ativistas permanecem sob a proteção de uma barricada de fogo. O hospital Medichna Varta informou a morte do jornalista Viacheslav Vereméi, do jornal local “Vesti”. Ele teria sido morto com um tiro. Na noite de terça, manifestantes antigoverno invadiram prédios governamentais em algumas cidades do oeste da Ucrânia, informaram a mídia local e a polícia. Segundo a Reuters, sedes administrativas em Ivano-Frankivsk e em Lviv foram tomadas, assim como uma delegacia de polícia em Ternopil. O parlamentar oposicionista Oleksander Aronets disse que manifestantes também tomaram o escritório do procurador-geral de Ternopil. Eles "queimaram todos os casos contra os heróis ucranianos", disse o legislador em seu perfil do Facebook. O presidente Viktor Yanukovitch esteve reunido com o oposicionista Vitali Klitschko na noite desta terça, mas, segundo o ativista, as tentativas de diálogo falharam ao tentar encontrar uma solução pacífica para o conflito."Infelizmente eu não trago nenhuma boa notícia das conversas", disse Klitschko, segundo o site Ukrainska Pravda. De acordo com o oposicionista, a conversa acabou após o presidente exigir que a Praça da Independência, usada pelos manifestantes em Kiev, fosse incondicionamente esvaziada. Na madrugada de quarta, Yanukovitch emitiu um comunicado em que pedia aos líderes da oposição para se dissociarem dos radicais e os advertiu que, caso contrário ele iria "falar de forma diferente" com eles. Para Yanukovitch, ainda "não era tarde" para terminar os confrontos. Yanukovich também falou no comunicado que alguns membros da oposição antigoverno haviam se excedido quando pediram aos seus partidários para trazer armas para a manifestação. Para o presidente, estas pessoas são "criminosas" e ele disse que iria acionar a Justiça contra esta convocação.As manifestações contra o governo começaram em novembro, depois que o presidente cedeu à pressão da Rússia e desistiu de um tratado comercial com a União Europeia (UE), preferindo a ajuda financeira do Kremlin. A oposição havia prometido uma "ofensiva pacífica" para pressionar os deputados no Parlamento, reunindo 20 mil pessoas para uma passeata que degenerou em violentos confrontos. A polícia utilizou bombas de efeito moral e balas de borracha contra os manifestantes, que responderam com pedras contra os agentes que protegiam o local. Mais de 200 manifestantes atacaram durante a manhã a sede do partido do presidente com coquetéis molotov e quebraram as portas com machados. Os ativistas chegaram a invadir e ocupar o local, mas precisaram se retirar com a aproximação das forças de segurança. (G1)













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