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sábado, 22 de fevereiro de 2014

Papa Francisco pede engajamento contra a discriminação

22  de  Fevereiro  de  2014    Postado  por:  jrnewsbahia:  

O papa Francisco exortou os 19 novos cardeais da Igreja Católica, que ganharam neste sábado (22) o barrete vermelho no primeiro Consistório Cardinalício de seu pontificado, a se engajar nas lutas contra a discriminação, inclusive contra todos os perseguidos por sua fé, independente da religião, e em favor dos cristãos afetados pela violência e pela guerra. Em pronunciamento marcado por tom social na Basílica de São Pedro, o pontífice pediu o empenho dos novos chefes religiosos - 16 cardeais-eleitores e três eméritos, com mais de 80 anos - para que orem “pelo bom caminho de Cristo”. Francisco pediu que os novos cardeais - um deles é o arcebispo do Rio, D. Orani João Tempesta - se deixem convocar por Jesus. O papa emérito Bento XVI, que renunciou ao posto há um ano, participou da cerimônia e foi aplaudido. “A Igreja precisa da vossa compaixão, sobretudo neste momento de tribulação e sofrimento em tantos países do mundo”, afirmou Francisco. “Queremos exprimir a nossa proximidade espiritual às comunidades eclesiais e a todos os cristãos que sofrem discriminações e perseguições. A Igreja precisa da nossa oração em favor deles, para que sejam fortes na fé e saibam reagir ao mal com o bem. E esta nossa oração estende-se a todo homem e mulher que sofre injustiça por causa de suas convicções religiosas.” Pré-candidatos à reeleição, a presidente Dilma Rousseff e o vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, acompanharam a solenidade, assim como o presidente da Assembleia do Rio, Paulo Melo (PMDB), e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Jose Dias Toffoli. Todos foram cumprimentar D. Orani. Um dos símbolos da pregação do papa em favor dos perseguidos estava sentado a poucos metros dele. Era Chibly Langlois, negro, bispo de Les Cayes, Haiti, com pouco mais de 55 anos - e o mais jovem da turma - e que será o primeiro cardeal da história do mais pobre país das Américas. No ano passado, como presidente da Conferência Episcopal haitiana, expressou a contrariedade da entidade com a decisão do Tribunal Constitucional da vizinha República Dominicana, que declarou que descendentes de haitianos não teriam direito à cidadania dominicana. Em nota, sem falar no país fronteiriço, a organização religiosa comparou as perseguições aos migrantes de seu país aos sofrimentos vividos pelo próprio Cristo. Com o Estado destruído e arrasado por um terremoto, o Haiti tem gerado milhares de imigrantes. A maioria dos novos cardeais vem de países da América Latina, Ásia e África e é formada por lideres religiosos ligados a dioceses, não a cargos na Cúria e na burocracia da Igreja.(Estadão Conteúdo)

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