O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou a empresários e representantes de bancos na última quarta-feira (19.mar.2014) que a presidente Dilma Rousseff tem sofrido um pouco mais que ele no comando do Palácio do Planalto porque “é mulher”. Alguns presentes no encontro, promovido em São Paulo pelo Bank of America Merrill Lynch, Lula disse que “o problema é que ela [Dilma] é mulher e fica sem poder falar um palavrão, contar uma piada” quando precisa enfrentar alguma dificuldade na administração do governo. O ex-presidente afirmou que, por ser homem, “matava” muita coisa “no peito” e isso é às vezes mais difícil para sua sucessora. Lula, entretanto, não declarou que pretende ser candidato agora para substituir Dilma. Ao contrário, enfatizou aos empresários e representantes de bancos que a petista tem todas as condições de se reeleger e que fará um segundo mandato “melhor”. Na primeira parte do evento, Lula falou para cerca de 200 pessoas num grande salão do hotel Hyatt. Depois, almoçou com um grupo mais seleto, com aproximadamente 20 participantes. Nesse momento sua conversa ficou mais à vontade. Em alguns momentos, quem estava presente sentiu que o ex-presidente criticava Dilma para ganhar confiança de quem o ouvia.Lula falou que a presidente precisava realmente dialogar mais e ser menos fechada, uma crítica recorrente do meio empresarial a respeito da atual ocupante do Planalto. Não fica claro se o ex-presidente faz esse tipo de crítica à sucessora para valer ou se apenas usa a técnica comum de falar o que desejam ouvir os interlocutores para aí então passar seu recado mais facilmente. Relatos sobre o que disse o ex-presidente indicam que ele sempre deixa aberta a possibilidade de concorrer ao Planalto. Alguns acharam que ainda pode ser neste ano. Outros ficaram com a impressão de que será em 2018, sobretudo quando o ex-presidente comparou os modelos políticos do Brasil e dos EUA. Para Lula, o mandato de quatro anos com reeleição é o ideal. Considera que em oito anos seja possível implementar um projeto de administração. Mas disse considerar errado o sistema norte-americano. “Acho errado não poder voltar. Um quadro como o Bill Clinton não pode mais ser presidente…”, declarou, em tom de reprovação.
sábado, 22 de março de 2014
3/22/2014 12:25:00 PM
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Dilma sofre por ser mulher, diz Lula a empresários
22 de Março de 2014 Postado por jrnewsbahia:

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou a empresários e representantes de bancos na última quarta-feira (19.mar.2014) que a presidente Dilma Rousseff tem sofrido um pouco mais que ele no comando do Palácio do Planalto porque “é mulher”. Alguns presentes no encontro, promovido em São Paulo pelo Bank of America Merrill Lynch, Lula disse que “o problema é que ela [Dilma] é mulher e fica sem poder falar um palavrão, contar uma piada” quando precisa enfrentar alguma dificuldade na administração do governo. O ex-presidente afirmou que, por ser homem, “matava” muita coisa “no peito” e isso é às vezes mais difícil para sua sucessora. Lula, entretanto, não declarou que pretende ser candidato agora para substituir Dilma. Ao contrário, enfatizou aos empresários e representantes de bancos que a petista tem todas as condições de se reeleger e que fará um segundo mandato “melhor”. Na primeira parte do evento, Lula falou para cerca de 200 pessoas num grande salão do hotel Hyatt. Depois, almoçou com um grupo mais seleto, com aproximadamente 20 participantes. Nesse momento sua conversa ficou mais à vontade. Em alguns momentos, quem estava presente sentiu que o ex-presidente criticava Dilma para ganhar confiança de quem o ouvia.Lula falou que a presidente precisava realmente dialogar mais e ser menos fechada, uma crítica recorrente do meio empresarial a respeito da atual ocupante do Planalto. Não fica claro se o ex-presidente faz esse tipo de crítica à sucessora para valer ou se apenas usa a técnica comum de falar o que desejam ouvir os interlocutores para aí então passar seu recado mais facilmente. Relatos sobre o que disse o ex-presidente indicam que ele sempre deixa aberta a possibilidade de concorrer ao Planalto. Alguns acharam que ainda pode ser neste ano. Outros ficaram com a impressão de que será em 2018, sobretudo quando o ex-presidente comparou os modelos políticos do Brasil e dos EUA. Para Lula, o mandato de quatro anos com reeleição é o ideal. Considera que em oito anos seja possível implementar um projeto de administração. Mas disse considerar errado o sistema norte-americano. “Acho errado não poder voltar. Um quadro como o Bill Clinton não pode mais ser presidente…”, declarou, em tom de reprovação.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou a empresários e representantes de bancos na última quarta-feira (19.mar.2014) que a presidente Dilma Rousseff tem sofrido um pouco mais que ele no comando do Palácio do Planalto porque “é mulher”. Alguns presentes no encontro, promovido em São Paulo pelo Bank of America Merrill Lynch, Lula disse que “o problema é que ela [Dilma] é mulher e fica sem poder falar um palavrão, contar uma piada” quando precisa enfrentar alguma dificuldade na administração do governo. O ex-presidente afirmou que, por ser homem, “matava” muita coisa “no peito” e isso é às vezes mais difícil para sua sucessora. Lula, entretanto, não declarou que pretende ser candidato agora para substituir Dilma. Ao contrário, enfatizou aos empresários e representantes de bancos que a petista tem todas as condições de se reeleger e que fará um segundo mandato “melhor”. Na primeira parte do evento, Lula falou para cerca de 200 pessoas num grande salão do hotel Hyatt. Depois, almoçou com um grupo mais seleto, com aproximadamente 20 participantes. Nesse momento sua conversa ficou mais à vontade. Em alguns momentos, quem estava presente sentiu que o ex-presidente criticava Dilma para ganhar confiança de quem o ouvia.Lula falou que a presidente precisava realmente dialogar mais e ser menos fechada, uma crítica recorrente do meio empresarial a respeito da atual ocupante do Planalto. Não fica claro se o ex-presidente faz esse tipo de crítica à sucessora para valer ou se apenas usa a técnica comum de falar o que desejam ouvir os interlocutores para aí então passar seu recado mais facilmente. Relatos sobre o que disse o ex-presidente indicam que ele sempre deixa aberta a possibilidade de concorrer ao Planalto. Alguns acharam que ainda pode ser neste ano. Outros ficaram com a impressão de que será em 2018, sobretudo quando o ex-presidente comparou os modelos políticos do Brasil e dos EUA. Para Lula, o mandato de quatro anos com reeleição é o ideal. Considera que em oito anos seja possível implementar um projeto de administração. Mas disse considerar errado o sistema norte-americano. “Acho errado não poder voltar. Um quadro como o Bill Clinton não pode mais ser presidente…”, declarou, em tom de reprovação.













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