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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Foragido da Justiça baiana que forjou a própria morte é

12   de maio  de  2014   Postador  por   jrnewsbahia:
Foragido da Justiça baiana forja a própria morte e é preso no RJ
Um foragido da Justiça baiana que forjou a própria morte para fugir da prisão foi preso na cidade do Rio de Janeiro na última quinta-feira (8). Clovis Roberto Czegelski, 48 anos, foi detido através de uma consulta ao Portal SINESP Cidadão, do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, feita por policiais do GIC da 33ª DP (Realengo). Contra Clovis havia um mandado de prisão expedido pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Salvador, pelos crimes de receptação qualificada e corrupção ativa. O portal revelou a existência do mandado contra Clovis, que não estava cadastrado no sistema estadual. De acordo com informações da Polícia Civil do Rio de Janeiro, após receberem informações de que um foragido da Justiça da Bahia estaria escondido em Realengo, os agentes do GIC capturaram Clovis na Rua do Governo, 121, sede de uma fábrica de móveis. Clovis era procurado desde 2012, por dezenas de golpes realizados através da abertura de empresas de fachada para contrair empréstimos e se apossar do dinheiro, sem ter que honrar com o pagamento das dívidas contraídas.
Falso atestado de óbito: Clóvis, que é Natural da cidade de Giruá, no Rio Grande do Sul, foi condenado na Bahia a cinco anos e quatro meses de prisão em regime semiaberto em dezembro de 2011. De acordo com informações do jornal O Dia, o advogado dele na época, identificado como Luis Renato Leite de Carvalho, alegou à Justiça que o cliente não poderia cumprir a pena porque já estava morto. No entanto, a certidão de óbito entregue no Fórum de Salvador, supostamente emitida por um cartório do município de Boa Esperança, em Minas Gerais, não convenceu a juíza Ivone Bessa Ramos, responsável pelo caso. A magistrada então consultou o cartório sobre a veracidade da certidão e achou um detalhe curioso: a data de nascimento do advogado, segundo o documento, teria sido no dia 22 de novembro de 2011. Na época, o cartório respondeu que não existia nenhuma certidão que confirmasse a morte do advogado e um despacho foi enviado à Corregedoria de Justiça do Estado de Minas Gerais para que o órgão apurasse a suspeita de falsidade.

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