É chegado o período do ano em que parte dos soteropolitanos liga o alerta vermelho para a possibilidade de deslizamento de terra. O drama, que há dez anos atingia 433 áreas de risco, segundo levantamento da Defesa Civil (Codesal), à época, hoje chega a 600 pontos críticos, a maioria deles em uma área que abrange nove bairros entre a Avenida Paralela e a BR-324. O trecho do miolo de Salvador concentra mais de 40% das encostas, ocupadas, na maioria dos casos, por construções irregulares e moradias simples. A doméstica Railda de Oliveira, 56 anos, vive em uma dessas humildes residências, na Rua Aurizio Fernandes, ao lado da Avenida Gal Costa. “Quando chove forte, nem durmo. Fico acordada para garantir que, se acontecer algo, terei tempo de acordar meus dois filhos e correr”, comenta. Há 20 anos no local, dona Railda aprendeu a lidar com o problema: limpa e tira o lixo que pode se acumular e sabe o momento de deixar a casa e buscar novo abrigo. A atuação do poder público em obras e ações de prevenção contra os deslizamentos é baseada no Plano Diretor de Encostas (PDE), documento de 2004, que lista as outrora 433 áreas de risco. Segundo o geólogo José Carlos Fernandes, membro do corpo técnico da Superintendência de Obras Públicas (Sucop), quatro em cada dez dessas áreas estão nos bairros de Caixa D’Água, Castelo Branco, Fazenda Grande do Retiro, Jardim Cajazeiras, Pau da Lima, Pernambués, São Caetano, São Marcos e Tancredo Neves. (Correio)
quarta-feira, 4 de março de 2015
3/04/2015 03:28:00 AM
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SSA: Período de chuvas deixa moradores de 600 áreas de risco preocupados
04 de Março de 2015 postado por jrnewsbahia:













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