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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Acordo do MPT libera FGTS para trabalhadores da Maternidade José Maria, em Pau Miúdo

Quarta, 11 de Janeiro de 2017
Acordo do MPT libera FGTS para trabalhadores da Maternidade José Maria, em Pau Miúdo
Um acordo intermediado pelo Ministério Público do Trabalho na Bahia (MPT-BA) beneficiária mais de mil trabalhadores que atuam na Maternidade José Maria de Magalhães Neto, no Pau Miúdo, em Salvador. O acordo foi firmado nesta terça-feira (10). Os funcionários estão cumprindo aviso prévio desde dezembro em razão do fim do contrato entre a Secretaria da Saúde e a Santa Casa de Misericórdia da Bahia, gestora da unidade. Com a substituição da gestora, os funcionários estão sendo demitidos e esperam ser recontratados pela empresa ou organização social que for designada pelo estado para assumir a gestão da unidade. O acordo permitirá inicialmente o saque do saldo do FGTS até o dia 6 de fevereiro. O pagamento das verbas rescisórias e do saldo de salários ainda depende de repasse de valores de faturas e repactuação do contrato. O governo da Bahia não enviou representante para audiência pela terceira vez consecutiva. Ainda é preciso que a Secretaria de Saúde repasse recursos para Santa Casa. Diante da ausência de representação, a procuradora Maria Lúcia de Sá Vieira optou pelo encerramento da mediação. “Foi o acordo possível, já que o Estado não quis participar da negociação”, afirmou a procuradora, que fez a audiência junto com o procurador Pacífico Rocha. A audiência teve a presença de diretores sindicais, representando trabalhadores da área. A Santa Casa deverá encaminhar até o dia 23 de janeiro os Termos de Rescisão de Contrato de Trabalho (TRCTs) e as guias de seguro-desemprego para os sindicatos, para que sejam feitas as homologações. Também ficou definido que serão liberados os recursos depositados nas contas do FGTS de cada trabalhador como forma de amenizar o impacto da demissão enquanto não se encontra uma solução para o pagamento das verbas rescisórias. O fim do contrato foi feito a pedido da Santa Casa, que alegou impossibilidade de arcar com os custos sem que houvesse a repactuação do contrato de gestão. 
Foto: Sesab / Jrnewsbahia.

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