Foto: Montagem / Bahia Notícias
Na tentativa de obter o troféu de hexacampeão nas eleições
para presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), o deputado
estadual Marcelo Nilo (PSL), comandante da Casa pela quinta vez, quer
que a reforma administrativa prometida pelo governador Rui Costa seja
executada apenas após as eleições na AL-BA. De acordo com Nilo, somente
depois do pleito é que o petista deveria pensar em mudanças no
secretariado. Concentrado nas articulações para conseguir o sexto
mandato, o presidente da Casa, também mandatário do PSL baiano, se disse
afastado de eventuais negociações de novos espaços para o partido no
rearranjo que deve ser orquestrado por Rui. “Eu estou preocupado com a
eleição para a presidência e, por isso, não estou conversando com o
governador. Ele só vai fazer qualquer reforma depois da eleição do
presidente. Na verdade, essa é minha visão. Não sei como ele vai
proceder”, afirmou Nilo em entrevista ao Bahia Notícias. Nesta
quinta-feira (5), ele se reuniu com o petista e disse que ele “não vai
impor nada” no pleito marcado para 2 de fevereiro. Presidente do PSD na
Bahia, o senador Otto Alencar, que tem o correligionário Ângelo Coronel
como adversário de Nilo na disputa, minimizou a tensão na base causada
por causa da corrida pelo comando da AL-BA. O parlamentar baiano disse
também que não vai mais interferir nas eleições. “Eles [candidatos] que
se resolvam lá. Meu limite é esse aí, o de apoiar Ângelo, que é do meu
partido. Não vejo nenhum problema em ser pessoas da base. É uma disputa
comum”, avaliou. Por causa das eleições, Otto já foi alvo de ataques
desferidos por Nilo. Recentemente, ao confirmar que seria novamente
candidato no legislativo estadual, o social-liberal disse que abriria
mão de ser candidato ao Senado em 2018 e creditou a desistência a um
complô entre o senador e o vice-governador João Leão (PP).













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