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sábado, 7 de janeiro de 2017

Seis morrem no México durante protestos contra aumento da gasolina

Sábado, 07 de Janeiro de 2017 
Seis morrem no México durante protestos contra aumento da gasolina
Foto reprodução: Veja / JRNEWSBAHIA
Protestos no México contra o aumento do preço da gasolina deixaram ao menos seis mortos, mais de 900 presos e centenas de lojas saqueadas. Até esta sexta-feira (6), o governo se recusava a negociar, mesmo com pedidos da oposição e da igreja. O aumento de 20% no preço da gasolina entrou em vigor em 1º de janeiro e causou um grande mal estar na população, que saiu às ruas para protestar em quase todo o país. Os manifestantes bloqueiam ruas e distribuidoras de combustível, segundo a Agência Brasil. O presidente Enrique Peña Nieto acusou o seu antecessor, Felipe Calderón, de ser o responsável pelo chamado Gasolinazo, por ter subsidiado o combustível e mantido valores "artificialmente baixos" durante o mandato, de 2006 a 2012. De acordo com ele, o governo mexicano gastou cerca de US$ 50 bilhões para subsidiar os preços. Peña Nieto diz que o dinheiro se perdeu e que poderia ter sido usado para "investir em coisas mais produtivas, como sistemas de transporte público, escolas, universidades e hospitais". A decisão foi tomada, segundo ele, para garantir a estabilidade econômica. A maior parte dos detidos participava de protestos na capital, Cidade do México e arredores, em Veracruz, Chiapas e Tabasco. Duas pessoas foram mortas em Hidalgo e três em Veracruz. Na Cidade do México, um policial foi morto ao tentar impedir o assalto a um posto de gasolina. Foram bloqueadas estradas em mais da metade do país. Um grande protesto foi convocado para este sábado (7), por meio de mensagens de Whatsapp. Os manifestantes pedem a revogação do reajuste da gasolina e a renúncia de Peña Nieto.

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