Marcando a Igreja com seu
estilo, o papa Francisco deu nesta sexta-feira, 26, à Via Crucis um
sentido político e social. Dos jovens, cobrou uma atitude de “coragem”
para mudar o mundo e, com a cruz, desafiar os problemas vividos pela
sociedade. “Você é o que lava as mãos, se faz de distraído e vira para o
outro lado?”, questionou o papa, aludindo à atitude de Pilatos, que
lavou as mãos diante da crucificação de Cristo. “Jesus olha agora e te
diz: ‘quer ajudar a levar a cruz?’”, completou. Na
Praia de Copacabana, o pontífice levou milhares de jovens para
acompanhar a encenação, depois de causar uma verdadeira histeria em seu
trajeto pela orla. No sábado, 27, Francisco falará aos políticos
brasileiros em um encontro no Theatro Municipal do Rio. O jornal O
Estado de S.Paulo apurou que o papa alertará sobre a pobreza.
Nesta sexta, Francisco optou por transformar a cruz e as imagens das estações do sofrimento de Jesus em alusões aos desafios sociais e políticos. “Com a Cruz, Jesus se une ao silêncio das vítimas da violência, que já não podem clamar, sobretudo os inocentes e indefesos.” Outro alerta de Francisco foi para o desafio da fome, numa crítica explícita ao desperdício de setores inteiros da sociedade, enquanto milhões não têm o que comer. “Jesus se une a todas as pessoas que passam fome, num mundo que todos os dias joga fora toneladas de comida”, alertou.
Nesta sexta, Francisco optou por transformar a cruz e as imagens das estações do sofrimento de Jesus em alusões aos desafios sociais e políticos. “Com a Cruz, Jesus se une ao silêncio das vítimas da violência, que já não podem clamar, sobretudo os inocentes e indefesos.” Outro alerta de Francisco foi para o desafio da fome, numa crítica explícita ao desperdício de setores inteiros da sociedade, enquanto milhões não têm o que comer. “Jesus se une a todas as pessoas que passam fome, num mundo que todos os dias joga fora toneladas de comida”, alertou.
Pela
primeira vez, ele também falou do racismo, além dos problemas de
intolerância religiosa. “Jesus se une a quem é perseguido pela religião,
pelas ideias ou pela cor da pele”, apontou. $Política$ O tradicional
ato de devoção da Igreja não escapou ao estilo que o papa começa a
aplicar, transformando a Igreja em um centro do debate até mesmo
político. “Jesus se une a tantos jovens que perderam a confiança nas
instituições políticas, por egoísmo e corrupção, ou que perderam a fé na
Igreja, e até mesmo em Deus, pela incoerência de cristãos e de
ministros do Evangelho”, declarou. Para o
pontífice, os jovens não devem temer e precisam sair a enfrentar esses
obstáculos. “Na Cruz de Cristo, está o sofrimento, o pecado do homem, o
nosso também, e Ele acolhe tudo com seus braços abertos, carrega nas
suas costas as nossas cruzes e nos diz: Coragem! Você não está sozinho a
levá-la! Eu a levo com você. Eu venci a morte e vim para lhe dar
esperança, dar-lhe vida”. Há dois
dias, o papa já havia incentivado os jovens brasileiros a lutar contra a
corrupção. Agora, usa o símbolo da cruz para insistir que não podem se
dar por derrotados. O papa fez questão de lembrar aos jovens brasileiros
que a luta, na forma de cruz, esteve sempre presente na história do
País. “O primeiro nome dado ao Brasil foi justamente o de Terra de Santa
Cruz. A Cruz de Cristo foi plantada não só na praia, há mais de cinco
séculos, mas também na história, no coração e na vida do povo
brasileiro.” (Estadao)













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