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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Profissionais da área de Saúde fazem protesto em Salvador

04 de Setembro de 2013
  • Protesto aconteceu na manhã desta quarta-feira, na região da Av. ACM (Foto: Imagem/ TV Bahia)
  • Profissionais da área de Saúde se reuniram na manhã desta quarta-feira (4), em Salvador, em protesto contra a implantação do ponto biométrico. O grupo se concentrou no Centro de Saúde Prof. José Maria de Magalhães Neto (CAS), na região do Iguatemi, e chegou a impedir algumas vezes o tráfego de veículos em uma via marginal, nas proximidades da Igreja Universal do Reino de Deus, informou a Transalvador. De acordo com Inalba Fontenelle, presidente do SindiSaúde, a categoria questiona uma instrução normativa republicada pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) nesta quarta-feira (4). "A Secretaria tenta colocar a imagem de que somos resistentes à assinatura de frequência, mas nós fazemos o controle diário por meio dos prontuários, o que questionamos é o sistema implantado. Atrelado a esse registro está a determinação da criação de um banco de horas ao invés do pagamento das horas. O controle não pode ser equiparado ao trabalho das áreas administrativas, trabalhamos com assistência, temos que passar o plantão para o colega, a escala às vezes exige remanejamento, e a instrução não permite esses ajustes, não flexibiliza a carga horária", afirma a sindicalista. 
Procurada pelo G1, a superintendente de Atenção Integral à Saúde, Gisélia Souza, disse que desde o dia 26 de agosto o registro de ponto foi iniciado nas 82 unidades ligadas à Sesab. O sistema foi implantado em hospitais, Centros de Referência e Diretorias Regionais de Saúde, além do prédio central da Secretaria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB). A superintendente nega que os equipamentos adquiridos sejam defasados e argumenta que as especificidades da atuação médica são consideradas na elaboração das escalas de trabalho. "Desde 2010 trabalhamos por um sistema de frequência mais fidedigno e seguro. Há uns nove meses discutimos a implantação e testamos o sistema em algumas unidades.  Quem não fizer o registro tem consequência direta na remuneração. Quem acumular horas extras vai gozar de folgas no prazo de até 180 dias. A instrução normativa foi aprimorada, tivemos reunião com o sindicato e acatamos sugestões para a republicação de hoje", diz Gisélia. 


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