03 de Setembro de 2013
O Ministério da Justiça autorizou o emprego da Força Nacional de
Segurança Pública (FNSP), “em caráter episódico e planejado”, pelo prazo
de 60 dias, para atuar em apoio às forças de segurança da Bahia em
ações de combate a violência no litoral sul do Estado, com o objetivo de
preservar a ordem pública e assegurar a integridade física dos
envolvidos. A decisão está na Portaria 2.903, publicada na edição desta
terça-feira, 3, do Diário Oficial da União (DOU). A
portaria é assinada pelo ministro da Justiça, José Eduardo Martins
Cardozo. “A operação terá o apoio logístico e a supervisão dos órgãos de
segurança pública do Ente federado solicitante, nos termos do convênio
de cooperação firmado entre as partes, bem como permissão de acesso aos
sistemas de informações e ocorrências no âmbito da Segurança Pública,
durante a vigência da portaria autorizativa”, cita a portaria. O
prazo do apoio poderá ser prorrogado. As tropas da Força Nacional de
Segurança, entretanto, chegaram ao sul da Bahia no dia 18 para reforçar a
segurança na região, onde houve conflitos entre índios da aldeia
tupinambá e produtores rurais. Os conflitos entre as partes foram
intensificados no começo de agosto, quando as autoridades estaduais, em
conjunto com a Polícia Federal (PF), promoveram a reintegração de posse
de 15 fazendas que estavam ocupadas por indígenas. Os
tupinambás promoveram uma manifestação no centro de Ilhéus,
reivindicando uma solução para o caso, e realizaram novas ocupações. No
dia 16, o governador Jaques Wagner (PT) pediu auxílio do Ministério da
Justiça por meio de envio da Força Nacional para controlar os conflitos.
Até agora, a Força Nacional estava no local coberta por outra portaria,
em apoio à PF. As operações, a
partir da decisão publicada nesta terça-feira, seguem de acordo com a
nova portaria, em apoio ao governo da Bahia. O Ministério da Justiça
afirmou que a Força Nacional atua em caráter de “pronta resposta” - é
movimentada de acordo com a emergência estabelecida. O bem maior, que é a
preservação da vida, justifica o envio imediato, como aconteceu na
tragédia na Região Serrana do Rio, cita o ministério. A pasta destaca
que, por intermédio de convênio de cooperação entre os Estados e o
governo federal, já há a possibilidade de emprego da tropa quando
requerida.













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